
Antes de olhar fotos de resultado ou comparar preços, confirme três coisas: que o médico tem RQE em cirurgia plástica (e não apenas CRM), que é membro da SBCP, e que opera em um hospital ou centro cirúrgico acreditado. Essas três verificações, sozinhas, eliminam a maior parte do risco. Afinidade, estética e experiência no seu procedimento vêm depois — e também importam.
Por que essa decisão importa mais do que o preço
A escolha do cirurgião é a variável que mais influencia o seu resultado e a sua segurança — mais do que a técnica, o hospital ou o valor. Uma cirurgia plástica é uma cirurgia de verdade, com anestesia de verdade, e o que separa um caminho tranquilo de um caminho com sustos quase nunca é o preço. É a formação de quem opera, o ambiente em que se opera e o julgamento de quem decide o que fazer — e o que não fazer.
No Rio, o paciente é exposto a muita propaganda e pouca informação útil. Este guia é o oposto: as verificações concretas que eu mesmo gostaria que cada paciente fizesse antes de marcar qualquer consulta — inclusive comigo.
CRM e RQE — a diferença que poucos pacientes conhecem
Todo médico tem um CRM: é o registro no Conselho Regional de Medicina, e significa apenas “médico habilitado”. Ele não diz qual é a especialidade. O documento que importa para cirurgia plástica é o RQE — Registro de Qualificação de Especialista. Ele confirma que o médico concluiu o caminho completo de formação na especialidade.
Esse caminho é longo, e vale conhecê-lo: graduação em medicina, residência em cirurgia geral, residência em cirurgia plástica em serviço credenciado, e, por fim, a prova de título de especialista da SBCP/Associação Médica Brasileira. Só então vem o RQE. São, no total, mais de uma década de formação. Peça sempre o número de RQE — o meu é RQE 46063, e ele pode ser conferido publicamente.
O que significa ser membro da SBCP
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) reúne os especialistas reconhecidos na área. Mais do que um selo, a filiação carrega compromissos: educação continuada, um código de ética e o princípio de operar apenas em ambientes acreditados. Para o paciente, é um filtro simples e poderoso — se o médico não é especialista filiado, isso por si só já merece uma pausa.
O ambiente cirúrgico importa tanto quanto o cirurgião
Um bom cirurgião opera em um centro cirúrgico ou hospital acreditado — autorizado pela vigilância sanitária, com anestesista qualificado, monitorização adequada e equipe preparada para o que for preciso. As histórias graves que às vezes aparecem na imprensa quase sempre têm origem em “clínicas” improvisadas e não acreditadas, não em hospitais sérios. Ao avaliar um cirurgião, avalie também onde ele opera: pergunte qual é o hospital, quem faz a anestesia e qual é o protocolo em caso de intercorrência. Um profissional sério responde a tudo isso sem hesitar.
Experiência no seu procedimento específico
Nenhum cirurgião faz tudo igualmente bem. Um excelente rinoplastista não é, automaticamente, a melhor escolha para uma abdominoplastia. Pergunte com que frequência o cirurgião realiza o seu procedimento e peça para ver resultados de casos parecidos com o seu — biotipo, idade, ponto de partida. A naturalidade de um resultado depende muito dessa familiaridade.
Sinais de alerta
- —Promessas de resultado garantido, “perfeição” ou transformação sem riscos.
- —Pressão para decidir rápido, ou preço condicionado a fechar na hora.
- —Títulos vagos (“especialista em estética”) sem RQE em cirurgia plástica verificável.
- —Recusa em informar o hospital, o anestesista ou os riscos do procedimento.
- —Foco em fotos de antes/depois e pouca conversa sobre a sua indicação.
O que levar — e o que perguntar — na consulta
- —Seu histórico de saúde, medicações em uso e cirurgias anteriores.
- —“Qual é o seu RQE e em qual hospital o senhor opera?”
- —“Quantas vezes faz este procedimento e quais são os riscos no meu caso?”
- —“Como é a recuperação, e o que está incluído no acompanhamento?”
- —Suas referências visuais — mas com abertura para ouvir o que é possível e o que não é.
A minha visão sobre isso
Quando alguém me pergunta como escolher um cirurgião, costumo dizer o contrário do que se espera: comece desconfiando de quem promete demais. A cirurgia plástica boa é discreta — ela combina com a anatomia, não a substitui — e quem trabalha assim raramente precisa gritar.
Em Ipanema, atendo muitos pacientes que chegam com uma foto no celular e uma pressa compreensível. Eu prefiro começar pelo começo: uma conversa. Não sobre o que está em alta, mas sobre o que é seu — quais traços você quer honrar, o que pareceria natural no seu rosto ou no seu corpo, e o que você gostaria de ver no espelho daqui a cinco anos. A escolha certa de cirurgião quase sempre é a do profissional que se dá ao trabalho de ter essa conversa antes de falar em data e valor.
— Dr. Roger Domingos
Se você está considerando uma cirurgia plástica no Rio e quer uma conversa honesta sobre o que faz sentido para o seu caso, ficarei feliz em recebê-lo para uma avaliação. Agendar avaliação com o Dr. Roger Domingos →
Este conteúdo é informativo e educativo. Não substitui uma consulta médica nem cria relação médico-paciente. Os resultados variam de pessoa para pessoa e não há garantia de resultado. Qualquer decisão sobre cirurgia deve ser tomada após avaliação individual com um cirurgião qualificado.

